A paciência curta dos últimos dias e o mau humor cria situações aparentemente simples, mas que acumuladas podem chegar a um ponto que nem eu nem você queremos. Eu tenho sido a responsável e tenho medo.
Pequenos desentendimentos, facilmente resolvidos na hora, que eu com a infantilidade que aflora às vezes, prefiro não resolver, não conversar. E ficamos assim, em meias palavras. Hoje, mais uma vez.
Chego em casa e fico formulando os motivos do stress: problemas, vida corrida, falta de sono, tpm – sei lá. Mas, nada justifica. Tenho o péssimo defeito de descontar meus problemas nos outros, às vezes sem querer, e justamente em que eu mais amo.
E você – com toda doçura e paciência - tenta contornar a situação e toma para si a culpa que não é sua. Tenta me acalmar, me compreender.
Depois do stress sem motivo, conversamos e ficamos em paz novamente.
Depois que passa, eu continuo preocupada. E juro para mim mesma que vou tentar me controlar. Espero conseguir dessa vez.
O sol da manhã sorrateiro que só, acorda os amantes. Entra pela cortina, espanta o escuro. Lambe os pés, ilumina os corpos. Bom dia. O rosto mergulhado nos cabelos dourados de quem se amou na noite anterior e se amará para sempre. O gosto bom da noite ainda está na boca, o cheiro de um confundido com o do outro. Os sorrisos e os olhares dispensam comentários da noite. Quietinhos, os dois, rezam para que não saiam nunca daquele sonho bom, que as horas não passem. Sossega mundo, a manhã é dos amantes.
“O meu amor tem um jeito manso que é só seu E que me deixa louca quando me beija a boca A minha pele toda fica arrepiada E me beija com calma e fundo Até minh'alma se sentir beijada...” (O meu amor;Chico Buarque)
Venha aqui. Ocupe o lugar que sempre foi seu. Sempre fui sua. Sonhei e esperei a vida inteira por você. Mesmo não sabendo seu nome, não conhecendo seu rosto, sua voz; eu sabia, tinha certeza. O sexto sentido me avisou. Encontramos-nos. E naquele momento eu percebi que o que eu havia sonhado, começava a tornar-se realidade.
Eu que a muito não tinha motivos para sorrir; sorri. Sorri de felicidade. E o sorriso fez eco no coração, na alma, nos olhos, na pele. Bonito ver que foi recíproco.
Você me faz ir dormir com um sorriso nos lábios e acordar com o gosto da felicidade na boca.
O gosto doce que o amor deixa na boca, o sorriso fácil, os suspiros, o andar de mãos dadas, o carinho, os beijos, abraços e todas as outras delicadezas; não há palavras que expliquem. Nunca conseguirei agradecer.
Você me deu vida, valeu toda a espera. Você é minha vida.
É pra sempre. É você pra sempre.
"Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir..." (Nando Reis)
Mais uma vez, meu sono é interrompido pelo som estridente do despertador: 6:00 horas da manhã. Não me recordo a última vez que dormi um sono tranqüilo, sem hora para acordar, sem despertador. Com o corpo cansado de quem dorme pouco há vários dias, levanto. O final de semana, tão esperado por aqueles que trabalham, não me deu nem um alívio; as obrigações não me deixam nem nos dias que deveriam ser de descanso.
Tomo um banho rápido, me falta tempo até para apreciar a água caindo em meu corpo. Escolho uma roupa qualquer, engulo o café da manhã e saio. Correndo. Dois ônibus me esperam. Não posso chegar atrasada, ou pelo menos, não muito atrasada. Chefe não quer saber se você vai de ônibus, se está chovendo ou se não acordou disposto, problema seu.
Enfim, com alguma sorte, sento em um dos ônibus. E passo o trajeto – longo - observando as pessoas, o movimento, à cidade acordando.
No trabalho, são papéis e pilhas e mais pilhas de processo. Desorganização. Cumpro aquilo que me foi determinado e tento – todos os dias – organizar nem que seja um pouco aquela zona, um mínimo de organização facilitaria tanto a minha vida, os meus braços agradeceriam profundamente.
Como eu costumo dizer: o mundo está caindo em água; chuva, muita chuva e justamente na hora de ir embora. Vou para o ponto de ônibus e mordo a língua para não xingar de todos os nomes feios que conheço, os motoristas folgados que não desviam das poças d’água.
Almoço e aí tenho uma meia-horinha de descanso, que eu tenho a impressão que passam em segundos. Chega! Volto às obrigações. Estudar, estudar, estudar. Provas, trabalhos, relatórios. E o tempo é pouco, textos ficam pela metade da leitura.
Essa rotina tem me deixado exausta e tirado o meu humor. Tudo isso na incerteza, sem saber se todo esse esforço será recompensando um dia. Bom, são os meus objetivos, então quem tem de lutar por eles, sou eu. Então, que venha suor, lágrimas, noites mal dormidas e ônibus lotados.
Mas, sinto falta de tempo livre. Tempo para ler os livros que comprei, tempo para ouvir as músicas que gosto, tempo de ligar a televisão, ir ao cinema, ficar em casa sem fazer nada, curtir as pessoas que gosto. Um tempo de lazer, de descanso.
Aula à noite, esforço-me para conseguir absorver o conteúdo e vou conciliando outras matérias, lendo os textos que não li.
Mais dois ônibus, chego em casa, já são 23:00 horas. Banho, lanche e mais uns minutinhos de estudo. E finalmente, cama. Apago de exaustão e às 6:00 horas começa tudo outra vez, iniciado pelo barulho irritante do meu despertador.
Há dias que eu acordo com uma vontade que não cabe em mim, de tão grande que é. Vontade de um abraço, vontade do seu abraço. Nunca dei muita atenção para abraços, não que eu não gostasse, muito pelo contrário, mas depois de você o abraço tornou-se uma das melhores coisas do mundo, aí que está, eu não havia – ainda – encontrado quem me abraçasse com tanto carinho e proteção, que me fizesse esquecer o mundo.
Às vezes, é disso que preciso, esquecer o mundo. Esquecer a correria do dia-a-dia, todos os problemas. E fazer dos seus braços o meu porto-seguro, o meu abrigo, a minha morada. É em seus braços que eu me acalmo, que a respiração desacelera, que eu me sinto segura, que eu me sinto feliz.
Mas, não é só nos momentos tristes e angustiantes que eu quero seus braços, quero um abraço para poder dividir a felicidade que eu estou sentindo, quero o abraço para matar a saudade que me martirizou o dia todo.
Esses dias de vontade louca, eu quase que não me agüento. Olho no relógio a cada cinco minutos e rezo para que o tempo voe, para que eu possa te ver o mais rápido possível. Aí quando nos encontramos, não preciso de mais nada, nem palavras, nem beijo, basta o abraço.
Se lembra quando estávamos caminhando juntos e você olhou para os fios de eletricidade e me mostrou um casal de passarinhos? Então, lembra-se o que você falou? Que éramos nós dois lá, juntinhos. E que só não era perfeito, porque pássaros não têm braços. Eu fiquei pensando nisso o resto do dia.
É assim que eu me sinto, um passarinho. Delicada e pequenina. Só que diferente dos pássaros, você me acolhe, me protege e cuida de mim em seus braços. Eu me aninho neles.
O abraço é transmissão de carinho, de amor, de coisas boas. O abraço muda meu humor, muda meu dia.
O amor só aconteceu uma vez. E há tantos anos. E eu, tolo que fui, deixe-o passar. Quanto arrependimento! A vida seguiu-se em ritmo de samba antigo, lenta e triste. O curso da vida de cada um tem trilha sonora, em alguns é um samba antigo, como na minha; outros, tiveram o privilégio de ter a vida ao som de samba de gafieira. Enfim, cada um escolheu - ou não - a sua música, mas isso não vem ao caso.
A vida sem amor é triste, melancólica, aliás. Não falo de amor familiar, pois esse eu tive. Falo do amor de uma companheira que eu não tive. Todas as minhas incontáveis horas de vida foram vazias, ocas. É o vazio que assola minha alma e meu coração e transparece no olhar. E os mais atentos ficam somente na curiosidade, a tristeza é minha, a história também.
Jovens que éramos, fizemos juras e mais juras de um amor eterno, planos de uma vida a dois. Casamento, filhos, envelhecer juntos. Ela era linda. Branquinha dos cabelos negros. Machado de Assis, se a tivesse visto, teria descrito Capitu e os seus olhos de ressaca pensando na minha Capitu.
Foi minha. Minha amada. Pena que não pelo tempo que eu esperava, que nós esperávamos.
Uma briga foi suficiente. O amor não se desfez, nem em mim e nem nela – pelo menos, não naquele momento, no que se refere a ela. Já em mim, não se desfez nunca, como já perceberam, provavelmente. Guardei o seu último olhar, - pois foi nesse dia a última vez que a vi -, tristeza, decepção e muito amor.
Falhei, falhei com a única pessoa no mundo que não merecia falhas. Intolerância minha. Ciúme, falta de confiança. Mas, infelizmente, na hora eu não percebi isso, fui perceber muito tempo depois. Tarde demais!
E hoje fico com as recordações, com as fotografias, com as cartas que trocamos, releio-as várias vezes ao dia, mistura de culpa e nostalgia. Ainda guardo seu cheiro, ainda sinto o gosto dos seus lábios, da sua pele. Ainda sei de cor a sua voz, o som da sua risada. Mas, recordações não substituem e nem se comparam à presença diária de quem se ama, apenas acalentam um coração aflito.
Lembro-me exatamente do dia que antecedeu a briga fatídica. Conversamos em um banco do parque e ela me fez prometer que ficaríamos juntos para sempre, pediu que eu a olhasse nos olhos e jurasse. Jurasse amor eterno. Foi o dia que vi mais sinceridade, amor e esperança em seu olhar. Esse dia me marcou profundamente.
Talvez, por isso, eu volto, todos os dias a exatamente 50 anos, esperando-a. O reencontro nunca aconteceu. Mas, eu volto, religiosamente, a esse mesmo banco do parque, faça chuva ou sol. Jurei amor eterno e não faço outra coisa a não ser esperá-la e amá-la. É amor para além de uma vida. Quero revê-la e dizer: Me desculpe, eu te amo!
Recebi o meu primeiro selinho. Aêê. =] Eu ganhei da Luzia: http://luuhtrindade.blogspot.com/ Adorei! Fiquei super feliz. Muito obrigada.
Regras:
- Dizer o que achou do Selo : Adorei! É bom saber que com tão pouco tempo de blog ele já foi reconhecido, é gratificante. Aumenta a minha vontade de escrever, de melhorá-lo.
- Indicar 7 blogs: Estes são blogs que sempre acompanho e indico:
Escritores de Araque: http://umpoucodecolera.blogspot.com/ Costureira de estrelas: http://adoce-com-limao.blogspot.com/ Camila Fonseca: http://sobreoquetransborda.blogspot.com/ Aline: http://milharesdefacesa.blogspot.com/ Mais um imundo no mundo impuro: http://cacofagia.blogspot.com/ May Santos: http://jardimvirtualmensagens.blogspot.com/ Lia Araújo: http://diariosdeumadesconhecida.blogspot.com/
Obrigada a todos os visitantes do blog. Obrigada pelo carinho.
“Ah, hoje eu não posso sair, amanhã também não.” Tem sido sempre assim, que às vezes canso de correr atrás, é isso mesmo, sinto que eu tenho que correr atrás. Será que é tão complicado desmarcar o salão de beleza ou o cinema com o grude do seu namorado?Ou pior, quando nos encontramos é sempre aquela coisa morna, de quem não faz a mínima questão de estar perto. Então, a culpa é minha ou dos outros?
Talvez seja das duas partes, eu também tenho minha parcela de culpa. Sou relapsa, esqueço de ligar, desmarco compromissos em cima da hora. Mas, eu tenho me esforçado. Esforço-me porque eu não quero que se percam os quase dez anos de amizade.
Quero que os amigos que cresceram comigo, sejam meus amigos para sempre. Mas, para isso, precisa de esforço de ambas as partes. Amizade pode ser comparada a relacionamento entre homem e mulher, precisa de cuidado, carinho, atenção; se não as coisas esfriam, acabam.
Não tem desculpas! Falta de tempo, muitos compromissos, morar longe. Tudo isso pode ser superado, basta que a pessoa queira.
Amizade é baseada na cumplicidade, afinidade, lealdade, irmandade. Amigo tem que ser para todas as horas, tem que estar ao seu lado, principalmente, nos momentos difíceis, pois é aí que você mais precisa de um ombro amigo. Amigo para ir a balada se encontra aos milhares, mas amigo para te escutar às 2:00 horas da madrugada, já não é tão fácil assim, aliás, vamos ser realistas, é dificílimo.
Namorado, marido, “ficante”, nenhum deles substitui uma longa e boa conversa com o seu amigo de infância. Porque tem coisas que só o seu amigo sabe, tem segredos que só ele guarda. Tem brincadeiras que você só se permite fazer na frente da pessoa que cresceu ao seu lado.
Já perdi vários amigos ao longo da vida, pessoas que eu achei que nunca sairiam da minha vida, mas saíram. Não cobro presença diária, pois amizade verdadeira não precisa ser diária, pois já está tão consolida que já não necessita de tanta assiduidade, mas não deixa de precisar de cuidados.
Enfim, é desabafo mesmo! E principalmente é água fria na cara de quem está precisando.
Há momentos que ficam guardados na memória, sejam eles felizes ou tristes. Mas,hoje, quero falar de felicidade, daqueles momentos que a gente relembra antes de dormir, rezando para que ele se repita nos sonhos e para que nós nunca nos esqueçamos. Não esquecer nada, absolutamente nada; guardar o dia; o lugar, a roupa, o olhar, o riso, a fala, o gosto, o cheiro. Os momentos que nos enchem os olhos de emoção, somados aos sorrisos de alegria. Aquele sorriso bobo, impulsionado pela nostalgia. Aquele sorriso que você dá quando está voltando do trabalho e encosta a cabeça no vidro do ônibus e se lembra. Ou o sorriso de quando você se perde na leitura e, quando percebe, se vê com os pensamentos acima das nuvens.
Meus momentos favoritos são todos simples, mas por serem favoritos são envolvidos de uma importância sem tamanho.
São momentos doces, que confortam e alegram a vida que, às vezes, é tão difícil. São demonstrações de carinho, palavras de amor, abraços, beijos, sorrisos, conversas.
Tudo começou com um arrepio, quando duas mãos se encostaram pela primeira vez, - tão delicado. Àquele arrepio acompanhado da expectativa do primeiro beijo na pessoa amada. É bonito ver que aquele encontro cheio de expectativas e vontades, iniciou o que hoje é a relação de laços mais fortes que duas almas podem construir. Pensais que não quero esquecer o beijo, também, mas o que eu não quero esquecer, nunca, é esse arrepio.
Arrepio acompanhado de um descompasso no coração, com ritmo de samba antigo, samba que canta os amores de verdade. A verdadeira sensação de borboletas no estômago tive naquela noite. Aprendi naquela noite, a dar ouvidos ao meu coração, eu que sempre o deixei de lado e priorizei a razão. Dei chance ao amor.
Terminado o encontro, volto para casa com o brilho no olhar e o gosto doce na boca. Torcendo, torcendo muito para que ele tenha gostado tanto quanto eu. É aí que recebo uma mensagem: “Foi ótimo!”. Nessa noite eu fui dormir feliz, como eu nunca tinha ido.
Nós dois juntos, sentados no chão, um ao lado do outro, em um final de tarde, vendo o sol sumir ao longe; só nós, mais ninguém por perto, onde o silêncio é quebrado por lágrimas e frases curtas. Frases que traduzem o maior desejo dos dois: serem felizes juntos. E seremos.
Já fui melhor para escrever, confesso. Já escrevi bem mais do que agora, confesso – de novo. Sou o que, atualmente, se pode chamar de “escritores que não escrevem”. Terceira confissão: não escrevo, pura e simplesmente, por preguiça. Nem sempre foi assim, já cheguei a escrever um livro, - não tão importante a ponto de ser publicado -, tarefa de escola, mas lembro-me que fiquei empolgada com a idéia de colocar uma história no papel, tão empolgada, que foi escrito à mão e até de madrugada. Então, é isso. Preguiça, acomodação. As idéias surgem, graças a Deus, elas não me abandonaram; aquilo que eu vejo/sinto/ouço/penso, muitas das vezes transformam-se em crônicas dentro da minha cabeça, um texto todo, que eu não passo para o papel.
Não acho que a escrita é uma tarefa tão simples, talvez seja para grandes escritores como Pablo Neruda (autor da frase título do meu texto). Para mim, - mera mortal -, requer prática e muita leitura. Não consigo ver a escrita separada do hábito de ler. “Quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê”.E poderia acrescentar que; quem não lê, mal escreve.
Este blog foi criado para eu exercitar minha escrita, transformar-me em uma escritora assídua. Mas, não serão somente textos meus, publicarei textos de autores que leio e admiro.